quinta-feira, 25 de maio de 2017

Contos da Academia dos Caçadores de Sombras, de Cassandra Clare

Contos da Academia dos Caçadores de SombrasAutoras: Cassandra Clare, Maureen Johnson, Sarah Rees Brennan e Robin Wasserman
Título Original: Tales from the Shadowhunters Academy
Editora: Galera Record
É bom?: ★★★3.5
Páginas: 504

Sinopse: Os Caçadores de Sombras estão de volta numa novíssima aventura. Todas as histórias são verdadeiras. E, dessa vez, Simon Lewis está pronto para contar a dele. Numa história contada em 10 contos que revisitam o passado dos Caçadores e aponta para uma nova direção, Cassandra Clare, Sarah Rees Brennan, Maureen Johnson e Robin Wasserman presenteiam os fãs da série com uma jornada de tirar o fôlego, cheia dos personagens que todos já amam. Simon não se lembra do seu passado, das aventuras que viveu ao lado dos amigos... Nem sequer sabe quem é, de fato. Então, quando a Academia de Caçadores de Sombras reabre, o rapaz mergulha nesse novo mundo, determinado a se reencontrar. Mesmo sem ter certeza de que quer voltar a ser aquele velho Simon de antes. Mas o local é muito hostil e Simon acaba enxergando muitos problemas em sua nova escola. Como o fato de os alunos mundanos serem obrigados a viver no porão, ou sofrerem com as piadas e os preconceitos dos Nephilim.


Sou uma fã de carteirinha da Cassandra Clare e já li todos os livros dela envolvendo o universo dos Caçadores de Sombras. O último livro dela que eu li foi Dama da Meia-Noite, que se tornou um dos favoritos de 2016, então quando Contos da Academia dos Caçadores de Sombras foi lançado no Brasil eu fui correndo compra-lo. Mas, confesso, não gostei tanto assim do livro.

No final de Cidade do Fogo Celestial nosso adora vampiro nerd Simon Lewis voltou a ser humano – yay! – mas perdeu todas as suas memórias envolvendo os Caçadores de Sombras, incluindo Clary – oh não! Quando li o final de Os Instrumentos Mortais eu fiquei com raiva e muito triste, e mantive essa indignação até o presente (e já faz uns três anos que li CDFC). Ao saber que haveria um novo livro de contos contando sobre as aventuras de Simon Lewis tentando reaver suas memórias e aprendendo a ser um Caçador de Sombras, pirei. Mas o livro não é exatamente isso...

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A ilustradora oficial, Cassandra Jean, faz um Simon IGUAL o da minha mente!
O livro é mais um romance, cujos capítulos são longos e as autoras decidiram dividir em contos. Não são contos, pois as histórias tem certa continuidade e dependem umas das outras para fazer sentido. Não foi como com os contos do Magnus em As Crônicas de Bane, que se passavam em lugares e épocas diferentes – aqui os contos seguem uma cronologia.

Tudo começa quando Simon está prestes a começar o treinamento de Caçador de Sombras. Agora ele mora em Idris, tem professores durões (piores que professores de educação física!), vive num prédio completamente decadente e faz algumas amizades com jovens Caçadores de Sombras e com mundanos que, como ele, querem Ascender. O livro trás contos de todas as etapas do treinamento de Simon, bem como flashbacks de pessoas que já estudaram na academia antes dele, como o filho mais velho de Will e Tessa (sim, o James!) e o pai de Alec e Izzy, Robert Lightwood.


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O livro no geral é divertido, pois Simon é um garoto super deslocado que vive metendo os pés pelas mãos, e é sempre um prazer ler sobre suas aventuras. Mas, confesso, até mais da metade do livro os contos foram todos muito bobos, com pouca coisa interessante a acrescentar à história, apenas os três contos finais e os contos com flashbacks foram realmente importantes, e, na minha opinião, ficou cansativo ler 300+ páginas de bobagem adolescente para ter 150 páginas corridas de coisas realmente interessantes.

Apesar disso, o livro com certeza é um must have para todos aqueles que, como eu, têm lido as aventuras dos Caçadores de Sombra há anos e amam esse mundo. Não é o melhor livro da saga, mas vale a leitura!

Alberto Rosende como Simon, na série Shadowhunters.

domingo, 21 de maio de 2017

A Sociedade do Anel - Livro I - Capítulos IV-VI (#02)


Olá, pessoas felizes! Como vocês estão?

Hoje trago o segundo vídeo da minha Leitura Coletiva de O Senhor dos Anéis. Esse vídeo fala dos capítulos quatro, cinco e seis do primeiro livro de A Sociedade do Anel: 

CAPÍTULO IV: ATALHO ATÉ COGUMELOS
CAPÍTULO V: CONSPIRAÇÃO DESMASCARADA
CAPÍTULO VI: A FLORESTA VELHA

Espero que goste! Se você estiver acompanhando a leitura, deixe seus comentários e impressões da história para podermos debater sobre o livro! Se você não está lendo ainda, mas quer começar a ler, não temas! Vá em frente e junte-se a mim =D



A próxima semana de leituras começa na segunda-feira, dia 22/05/2017. O vídeo referente aos capítulos abaixo será postado domingo, dia 28/05.

22/05 - Capítulos VII-IX do Livro I 
CAPITULO VII: NA CASA DE TOM BOMBADIL
CAPÍTULO VIII: NEBLINA SOBRE AS COLINAS DOS TÚMULOS
CAPÍTULO IX: NO PÔNEI SALTITANTE
Vídeo: 28/05

É isso por hoje, pessoas! Até o próximo vídeo, não esqueçam de abraçar seus amigos e tomar muito líquido!

quarta-feira, 17 de maio de 2017

O Martelo de Thor, de Rick Riordan

O Martelo de ThorAutor: Rick Riordan
Título original: The Hammer of Thor
Editora: Intrínseca
É bom?: ★★★ 
Páginas: 400
Sinopse: Em A Espada do Verão, primeiro livro da série, os leitores são apresentados a Magnus Chase, um herói boa-pinta que é a cara do astro de rock Kurt Cobain. Morador de rua, sua vida muda completamente quando ele é morto por um gigante do fogo. Por sorte, na mitologia nórdica os heróis mortos vão parar em Valhala, o paraíso pós-vida dos guerreiros vikings. Lá, Magnus descobre que é filho de Frey, o deus do verão, da fertilidade e da medicina. Desde então, seis semanas se passaram, e nesse meio-tempo o garoto começou a se acostumar ao dia a dia no Hotel Valhala. Quer dizer, pelo menos o máximo que um ex-morador de rua e ex-mortal poderia se acostumar. Magnus não é tão popular quanto os filhos dos deuses da guerra, como Thor e Tyr, mas fez bons amigos e está treinando para o dia do Juízo Final com os soldados de Odin — tudo segue na mais completa paz sanguinolenta do mundo viking. Mas Magnus deveria imaginar que não seria assim por muito tempo. O martelo de Thor ainda está desaparecido. E os inimigos do deus do trovão farão de tudo para aproveitar esse momento de fraqueza e invadir o mundo humano.

Pode conter spoilers do primeiro livro.

Confesso que já li O Martelo de Thor faz uns quatro meses, e realmente pensei em nem fazer uma resenha dele, pois já tinha feito uma de A Espada do Verão, mas decidi que, se você continua pensando num livro infanto-juvenil quatro meses depois de ter lido, é por que o livro é bom.

Quem me conhece sabe que perdi a paciência de ler livros infanto-juvenis faz um tempo. Tentei reler os livros da saga original do Percy e não gostei, mas acredito que os livros mais recentes do tio Rick estão mais maduros e se apoiam bem menos em piadas pastelonas para criar situações de comédia. Magnus Chase é um exemplo perfeito de um ótimo livro infanto-juvenil: é um livro não muito longo, mas também não é curto demais, as piadas são bastante inteligentes e as personagens estão cada vez mais diversas.

Uma personagem nova, Alex Fierro. Já é minha favorita!
Não vou me repetir falando de por que ainda acredito nos livros do Rick Riordan, se quiser ler minha resenha de A Espada do Verão na qual falo disso, clique aqui.

Vamos falar de O Martelo de Thor.

Tudo começa um tempo depois do final de A Espada do Verão. Magnus está treinando no Hotel Valhala, fez amigos, está vivendo uma vida consideravelmente boa... Até tudo vir abaixo com a mais nova tramoia de Loki: ele quer casar Samirah, sua filha semideusa Valquíria, com um gigante horroroso e cruel. O único jeito de impedir que isso aconteça é recuperando Mjolnir, o Martelo de Thor, que o deus atrapalhado perdeu novamente (provavelmente por que estava ocupado assistindo alguma coisa no Netflix).

Os residentes do Hotel Valhala.
O livro então segue a fórmula clássica dos livros do Rick Riordan: Magnus e sua trupe -
 composta por uma Valquíria muçulmana, um elfo surdo e um anão apaixonado por moda -
 vão enfrentar vários monstros e desafios nórdicos para encontrar o dito cujo Martelo.

Eu amei o livro por vários motivos:

01) A mitologia nórdica é extremamente interessante. Confesso que conhecia bem pouco sobre o assunto antes de começar a ler Magnus Chase, mas agora que comecei a estudar literatura inglesa e os cânticos vikings fiquei muito interessada no assunto;

Hearthstone, um mito que deve ser protegido a todo custo!
02) As personagens secundárias foram bastante desenvolvidas nesse livro. Conhecemos muita coisa sobre o passado e a família de Hearthstone, vimos mais sobre a amizade dele com Blitzen (shippo os dois e não nego), e também ficamos sabendo mais sobre a relação de Samirah com Loki;

3) Alex Fierro. Essa é um nova personagem que o tio Rick criou. Ela é trans e gênero fluído, e ainda não sei como escrever sobre ela em português, pois nossa língua atribui gênero a tudo! Vou tratar no feminino pois a personagem diz que geralmente se identifica como mulher. Enfim, tio Rick está especialista em colocar personagens diversas em sua obra, basta ver qualquer livro que não seja o clássico Percy Jackson e os Olimpianos. A adição de Alex foi muito interessante, pois ela não é apenas uma personagem trans não binária cuja vida gira em torno desse fato: é um ser humano com gostos, hobbies, personalidade forte, uma história de vida e, claro, já se tornou minha personagem favorita;

Nossos protagonistas!
04) O livro é cheio de referências à cultura pop e é muito engraçado. O único problema é que, desconfio eu, em dez anos nenhuma dessas piadas fará mais sentido...

Não vou me alongar mais do que isso, pois não quero dar spoilers desse livro maravilhoso. Só queria dizer que Magnus Chase já se tornou minha saga favorita do Rick Riordan, mais até do que As Crônicas dos Kane e Os Heróis do Olimpo. Em breve, O Navio dos Mortos!

Recomendo!